Planalto Mirandês: já mais de 1.500 hectares de painéis solares
Na primeira sessão pública de esclarecimento sobre os megaprojetos de energia renovável no Nordeste Transmontano, realizada em Mogadouro e com cerca de 50 pessoas presentes, a Plataforma Nordeste Vivo confirmou que a maior parte da população desconhecia a verdadeira dimensão dos projetos já construídos ou aprovados. Segundo José Jambas, um dos fundadores do movimento, a mancha contínua de painéis solares já ultrapassa os 1.500 hectares no Planalto Mirandês.
Em Miranda do Douro, o projeto de hibridização promovido pela Engie prevê a instalação de 35 aerogeradores com 200 metros de altura, mais de metade da altura da Torre Eiffel. Os próprios estudos de impacte ambiental apresentados pelos promotores mostram que centenas de hectares de solos agrícolas, incluindo culturas de sequeiro, deixarão de ser cultivados durante os 30 anos de vida útil dos projetos.
A Plataforma Nordeste Vivo admitiu avançar com providências cautelares e novas participações ao Ministério Público. O movimento não se opõe à energia renovável em si, mas defende que se ocupem primeiro telhados, zonas industriais, parques de estacionamento e outras infraestruturas já existentes, antes de ocupar solo agrícola e florestal.
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