A gigafábrica de IA em Sines: a energia, a água e as florestas que ninguém nomeou
O que está em causa
Água do mar, energia e floresta ao serviço de uma gigafábrica de inteligência artificial.
Defende-se
A discussão pública do custo ambiental real de um projeto apresentado sobretudo em termos económicos.
O que está a acontecer
O anúncio de uma gigafábrica de inteligência artificial em Sines é apresentado como um marco de "soberania tecnológica" para o país, mas o projeto arrasta consigo necessidades de energia e água que raramente são discutidas em público.
O abastecimento de água prevê o uso de água do mar dessalinizada, num processo que já gerou disputa legal sobre os termos de concessão. O consumo energético do centro de dados vai exigir a construção da maior central solar da Europa na região, envolvendo corte de floresta em áreas hoje classificadas.
Organizações locais do litoral alentejano, entre elas a TAMLA, questionam o custo ambiental real de um projeto apresentado sobretudo em termos económicos e geopolíticos.
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