EDP desiste da mega-central solar flutuante "Grande Lago" no Alqueva
Em 2022, a EDP Renováveis venceu o maior lote do leilão nacional de solar flutuante, com direito a instalar 70 megawatts fotovoltaicos na albufeira do Alqueva, oferecendo um preço negativo de 4 euros por megawatt-hora. O projeto, batizado "Grande Lago", previa uma central híbrida de até 154 MW — juntando painéis flutuantes, sobreequipamento solar e um parque eólico — numa área que chegaria a ocupar 250 hectares do espelho de água, entre os concelhos de Moura, Portel e Reguengos de Monsaraz.
Em novembro de 2025, os presidentes das câmaras de Moura, Reguengos de Monsaraz, Portel, Alandroal e Mourão reuniram-se com a ministra do Ambiente e Energia para contestar o projeto, alertando que uma albufeira "pejada de painéis fotovoltaicos" penalizaria o turismo e a navegabilidade da região e não traria "nenhuma mais-valia" para os municípios envolvidos.
A 6 de agosto de 2026, a EDP anunciou que desistia do projeto, citando questões de rentabilidade depois de a Agência Portuguesa do Ambiente ter chumbado o estudo de impacte ambiental, nomeadamente pelo impacto da linha de ligação à rede sobre habitats de aves de rapina. O caso soma-se a outros projetos de solar flutuante recusados em avaliação ambiental em albufeiras portuguesas desde o leilão de 2022.
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